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Justiça manda UFSM contratar cinco profissionais para atender alunos com deficiência no Colégio Politécnico

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Justiça manda UFSM contratar cinco profissionais para atender alunos com deficiência no Colégio Politécnico
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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) terá que adotar medidas administrativas para disponibilizar cinco profissionais capacitados para atender estudantes com deficiência matriculados no Colégio Politécnico. A determinação é da 2ª Vara Federal de Porto Alegre e foi proferida pela juíza Paula Beck Bohn, em sentença publicada na sexta-feira (14).

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A ação foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a UFSM e a União após uma mãe denunciar a falta de acompanhamento especializado para o filho autista matriculado no Colégio Politécnico.

Durante o processo, a universidade argumentou que o cargo de Educador Especial não está previsto no Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação. Também sustentou que o estudante não necessitaria de acompanhamento integral.

Como alternativa, a UFSM chegou a propor a utilização de monitores bolsistas. A solução, porém, foi considerada insuficiente pelo MPF e pela família, principalmente por não garantir a continuidade e a qualidade do atendimento.

Segundo informações apresentadas no processo, o Ministério da Educação (MEC) apontou que, mesmo sem a existência do cargo específico na carreira federal, seria possível contratar profissionais temporariamente por excepcional interesse público ou terceirizar serviços de monitoria e acessibilidade.

Um levantamento realizado pelo próprio MEC identificou a necessidade de, no mínimo, cinco educadores especiais para atender à demanda do Colégio Politécnico.

Situação dos estudantes

Durante o processo, a UFSM informou que o Colégio Politécnico possuía duas professoras educadoras especiais para assistência presencial. Parte da carga horária dessas profissionais, no entanto, era destinada à unidade de educação infantil.

A instituição também informou a existência de 22 estudantes com deficiência cadastrados, sendo sete com Transtorno do Espectro Autista (TEA), cinco com deficiência intelectual e outros alunos com deficiências auditivas, físicas e diferentes necessidades.

A universidade afirmou que utilizava recursos próprios para custear bolsistas como forma de auxiliar no atendimento. Os estudantes surdos, segundo a instituição, contam com intérpretes de Libras.

A UFSM também destacou a atuação da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAEd), do Colégio Politécnico e de equipes das áreas de saúde e educação, além de bolsistas de graduação e pós-graduação e projetos voltados à formação continuada.

Justiça considera insuficiente a falta de profissionais

Na decisão, a juíza Paula Beck Bohn destacou que o direito à educação para pessoas com deficiência não significa apenas garantir uma vaga na instituição de ensino, mas também oferecer o suporte necessário para assegurar aprendizagem e desenvolvimento.

A magistrada considerou que o levantamento realizado pelo MEC demonstrou a necessidade de pelo menos cinco profissionais especializados e apontou que havia alternativas legais para solucionar a falta do cargo específico no plano de carreira.

Para a Justiça, a ausência do cargo de Educador Especial, dificuldades orçamentárias ou decisões administrativas sobre a organização das carreiras públicas não podem justificar a falta de atendimento adequado aos estudantes com deficiência.

A sentença determina que a UFSM adote, no prazo de 180 dias, as providências administrativas necessárias para disponibilizar e alocar o mínimo de cinco profissionais capacitados para o atendimento individualizado dos alunos do Colégio Politécnico.

Em caso de descumprimento, a universidade poderá ser submetida à cobrança de multa diária.

A ação foi julgada parcialmente procedente. A UFSM e a União ainda podem recorrer da decisão ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

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Rafael Menezes ∴

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Equipe Rafael Menezes

Sou jornalista e radialista gaúcho, com mais de 23 anos de experiência na comunicação. Ao longo da minha trajetória, participei de coberturas jornalísticas de grande repercussão nacional e desenvolvi pautas em parceria com grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Meu trabalho é sempre guiado pela ética, responsabilidade e compromisso com a verdade. Acredito em um jornalismo sério, transparente e próximo das pessoas, capaz de informar de forma clara e responsável.
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