A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro da Divisão de Investigações do Narcotráfico (DRLD/Dinarc) e da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (Dipac), ambas vinculadas ao Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), deflagrou na manhã desta quinta-feira (11) a Operação Apakani.
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A ação, coordenada pelos delegados Antônio Carlos Ractz Júnior e Adriano Nonnenmacher de Souza, tem como objetivo desarticular uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas com atuação no Rio Grande do Sul e em outros estados.
A investigação teve início após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em 2023, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A apuração revelou uma organização criminosa responsável pela distribuição de cocaína e crack em larga escala no Estado, utilizando imóveis alugados em áreas nobres como depósitos de drogas.
Segundo a polícia, o grupo movimentou mais de R$ 21 milhões em cerca de um ano e meio. Parte das ações criminosas era coordenada de dentro da Cadeia Pública de Porto Alegre.
Durante a investigação, os policiais tiveram acesso a áudios que mostram detentos realizando pedidos de carne para churrasco por telefone. Em uma das gravações, um preso pede picanha e maminha para entrega. Diante da falta de picanha, solicita dois espetos de maminha e informa à atendente que o pedido deveria ser entregue em frente ao Presídio Central. A polícia não confirmou se a encomenda chegou a ser recebida.
Na fase ostensiva da operação, autorizada pelo 2º Juízo da 1ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, são cumpridos 28 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 58 mandados de busca e apreensão, 58 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e 14 sequestros de veículos.
Já na fase sigilosa da investigação, foram executadas 71 medidas cautelares investigativas, incluindo afastamentos de sigilos bancário, fiscal, financeiro e telemático.
A operação ocorre simultaneamente em cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Até o momento, 24 pessoas foram presas.
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