O Rio Grande do Sul deve enfrentar, a partir de quinta-feira (16), um período prolongado de instabilidade, com previsão de vários dias consecutivos de chuva intensa, temporais, rajadas de vento, granizo e descargas elétricas. De acordo com a previsão meteorológica, o cenário de tempo severo pode se estender até a próxima semana.
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As primeiras instabilidades devem ocorrer ainda na madrugada de quinta-feira, principalmente nas regiões Oeste, Campanha e Central do Estado. A previsão indica pancadas de chuva acompanhadas de temporais, raios, granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar os 90 km/h. Há risco de queda de árvores, danos à rede elétrica e transtornos provocados pelo mau tempo. Enquanto isso, a metade norte do Estado deve permanecer com tempo seco e temperaturas elevadas.
Na sexta-feira (17), os ventos do quadrante norte ganham intensidade, aumentando a sensação de calor na metade norte do Rio Grande do Sul. As rajadas podem superar os 70 km/h e favorecem a formação de tempestades severas, especialmente nas regiões Central, Campanha, Sul, Oeste, Costa Doce e Região Metropolitana de Porto Alegre. A chuva poderá ocorrer com forte intensidade em curtos períodos, elevando o risco de alagamentos, além da possibilidade de granizo, descargas elétricas e ventos acima de 90 km/h.
No sábado (18), a frente fria avança pelo Estado e mantém o tempo instável. As regiões das Missões, Centro, Vales, Planalto e Norte concentram maior risco para chuva intensa, raios, granizo e possíveis alagamentos, além do transbordamento de pequenos rios e córregos.
No domingo (19), a frente fria ganha força sobre a metade norte do Estado, mantendo a previsão de chuva intensa, granizo isolado e rajadas de vento superiores a 90 km/h.
A instabilidade deve continuar na segunda-feira (20), principalmente nas regiões das Missões, Planalto, Norte e Serra, onde ainda há previsão de chuva forte, risco de alagamentos, elevação rápida de cursos d'água e ventos intensos. Entre os dias 21 e 24 de julho, a tendência é de continuidade da chuva no Rio Grande do Sul, embora os volumes e a distribuição das precipitações possam variar conforme novas atualizações meteorológicas.
Segundo a meteorologia, o período prolongado de tempo severo é provocado pela combinação de um bloqueio atmosférico sobre o Sudeste do Brasil, que dificulta o avanço da frente fria, com a atuação de um jato de baixos níveis, responsável pelo transporte de ar quente e úmido para o Estado. A combinação entre calor, alta umidade e ventos em diferentes níveis da atmosfera cria condições favoráveis para a formação de tempestades intensas durante vários dias consecutivos.