O segundo dia do júri popular que apura a morte de Gabriel Marques Cavalheiro começou na manhã desta terça-feira (30), no Fórum de São Gabriel, com o depoimento do médico legista Áureo Felipe Norberto Duarte, responsável pela necropsia realizada no corpo do jovem de 18 anos.
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Durante o depoimento, o perito afirmou que Gabriel não apresentava sinais típicos de afogamento.
Áureo Felipe Norberto Duarte explicou aos jurados que a necropsia identificou lesões na região do pescoço e da nuca. Segundo ele, impactos nessa área podem provocar perda rápida da consciência ou até morte imediata, em razão da existência de estruturas vitais e importantes vasos sanguíneos na região cervical.
Questionado pela promotoria sobre a possibilidade de Gabriel ter caminhado após sofrer esse tipo de lesão, o médico respondeu que, com base nos elementos técnicos analisados, essa hipótese não é compatível com as conclusões da perícia.
Ainda nesta terça-feira, está previsto o depoimento da última testemunha de acusação, encerrando essa fase da instrução. Ao longo do julgamento, cerca de 20 testemunhas devem ser ouvidas, além dos interrogatórios dos três ex-policiais militares acusados.
Os réus respondem por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que teria dificultado a defesa da vítima. O caso ocorreu em agosto de 2022 e é julgado pelo Tribunal do Júri de São Gabriel.